Obesidade, Prevenção e Controle

A obesidade está se tornando um problema cada vez maior no Mundo, aumentando o número de pessoas obesas a cada ano

A modernidade, a falta de atividades físicas diárias, a alimentação inadequada, o comportamento emocional e os fatores genéticos, são alguns dos fatores que contribuem para o surgimento da obesidade.

A falta de políticas na área da saúde, com a perspectiva, tanto de prevenção como no tratamento da obesidade, aumenta a prevalência no Brasil.

Modelos teóricos de como prevenir e tratar a obesidade já são de conhecimento da comunidade científica, porém há poucos estudos com relatos dessas experiências com humanos, isso porque programas desta natureza necessitam de recursos para viabilização das atividades envolvendo equipes interdisciplinares, com a perspectiva de atendimento a comunidade em geral, seja na escola, nos postos de saúde, nas comunidades de forma geral.

A compreensão da obesidade começa com sua classificação; muitas vezes a expressão “obesa” é empregada erroneamente, isso porque apenas verificar por meio da balança o peso corporal e determinar se está ou não acima do peso não é ideal.

Existem várias técnicas para classificar uma pessoa com sobrepeso ou obesidade: 

Uma das formas mais simples é baseada no peso e na estatura do avaliado, determinando-se o IMC (Índicede Massa Corporal), utilizado com freqüência em adultos classificando-os com:

  • peso normal (IMC 19-24,5kg/m2);
  • sobrepeso (IMC 25-29 kg/m2);
  • obesidade (IMC > 30). 


Já para crianças e jovens estes pontos de corte não são válidos.

Podendo-se utilizar a tabela de classificação do IMC para jovens, do estudo realizado pela Força Tarefa Internacional para Obesidade, da Organização Mundial da Saúde (OMS), que leva em consideração a idade, o sexo e a nacionalidade.

A obesidade pode ser causada por diversos fatores, os quais devem ser levados em conta quando relacionados ao controle e tratamento da obesidade juvenil, isso porque, se um destes fatores não for trabalhado (tratado) adequadamente, pode dificultar o sucesso no tratamento.

Os fatores mais evidentes, podem ser classificados como: 

  • fatores endógenos (causas endocrinológicas, metabólicas ou genéticas);
  • exógenos (fatores externos: hábitos alimentares, costumes, fatores psicológicos, condição socioeconômica);
  • fatores ambientais (condição socioeconômica “escolaridade”, nível de atividade, nutrição e fumo);
  • metabólicos (fatores genéticos, fatores metabólicos e endócrinos);
  • biológicos (gestação, idade, sexo e raça). 
Conhecidos os fatores determinantes da obesidade, há necessidade de se intervir para promover mudanças, principalmente naqueles fatores modificáveis, como o nível da atividade física, hábitos alimentares, fatores psicológicos e condição socioeconômica.

Dicas de Prevenção e Controle:


Praticar atividades físicas regularmente e com orientação de   um profissional, optar pelos exercícios aeróbicos (pedalar,   correr, caminhar, nadar, ...); 

• Fracionar a alimentação diária, é importante realizar mais   refeições com menor quantidade em cada;
• Dar preferência às frutas nos lanches que antecedem o almoço e o jantar, se possível, ingeri-las com o bagaço, assim elas facilitam o trânsito intestinal e dão saciedade;
• Evitar frituras, dar preferência aos alimentos grelhados, cozidos ou assados;
• Reduzir o consumo de bebidas alcoólicas, pois eles fornecem apenas calorias vazias;
• Dar preferência aos alimentos naturais, evitar os industrializados e enlatados;
• Ler os rótulos dos alimentos, observar a quantidade de gordura, calorias, conservantes e muita atenção com os produtos diet e light;
• Em uma festa, dar preferência aos salgados assados em vez dos fritos, evite maionese e bebida alcoólica, caso exceda um pouco, aumente a atividade física naquela semana;
• Ao consumir leite e seus derivados (iogurte, requeijão, queijos,...), optar pelos desnatados e lights;
• Ao cozinhar, dar preferência aos óleos de canola, girassol ou milho, e para temperar, azeite de oliva;
• Reduzir o sal nas refeições, em excesso, o sal provoca retenção de líquidos;
• Na hora das refeições, procure não se alimentar assistindo TV, falando no telefone ou fazendo outra atividade, o ideal é um ambiente calmo onde possa comer devagar e mastigar bem os alimentos;
• Ingerir no mínimo dois litros de água por dia, mas beba aos poucos para hidratar e não sobrecarregar os rins;
• Iniciar a refeição comendo saladas, preferir temperos como limão, vinagre e azeite de oliva;
• A geladeira deve estar vazia de guloseimas e cheia de alimentos saudáveis;
• À noite, preferir lanches leves como frutas, sucos, sanduíche natural e sopas leves.


Fonte:

ORIENTAÇÃO PARA PREVENÇÃO E CONTROLE A DAOBESIDADE JUVENIL: UM ESTUDO DE CASO 

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