Constantemente pesquisas são realizadas na tentativa de descobrir os fatores causadores da obesidade, a influência da hereditariedade e as fases de seu desenvolvimento
Existem três fases de desenvolvimento da obesidade, as quais incluem a gestação e a primeira infância (o período de 5 a 7 anos) e a adolescência.
Os três períodos considerados críticos para o desenvolvimento da obesidade são:
- O período intra-uterino;
- O período entre 4 a 6 anos (quando pode ocorrer o retorno da adiposidade);
- Adolescência.
Classificam-se os fatores causadores como:
- Fatores endógenos (causas endocrinológicas, metabólicas ou genéticas);
- Fatores exógenos (fatores externos - hábitos alimentares, costumes, fatores psicológicos, condição socioeconômica);
- Fatores ambientais (condição socioeconômica “escolaridade”, nível de atividade, nutrição e fumo);
- Metabólicos (fatores genéticos, fatores metabólicos e endócrinos) e biológicos (gestação, idade, sexo e raça).
Embora esta epidemia possa resultar de alterações das condições ambientais, mesmo dentro de qualquer ambiente determinado, a ampla variedade observada de tamanho e composição corporal é provavelmente resultante de características metabólicas herdadas.
Os avanços tecnológicos na área de lazer (televisão, eletrodomésticos, computadores, controles remotos) aumentaram, favorecendo as atividades sedentárias, diminuindo assim a quantidade de atividades físicas no dia-a-dia.
A inatividade física aparece mais como uma conseqüência da obesidade do que como causa.
Um estudo internacional para determinar fatores domésticos que poderiam afetar a educação das crianças, obteve um lugar de destaque o tempo em frente a TV.
Embora o estudo não esteja relacionado com fatores ligados a saúde, os achados fundamentam que crianças gastam grande parte de seu tempo fora da escola, e curiosamente em atividades que despendem pouca energia.
No final dos anos de 1990, novos dados foram analisados renovando o consenso (relativo) para o comportamento sedentário, mostrando um aumento na prevalência e tendência da obesidade em crianças que assistem TV ou brincam de jogos eletrônicos por longos períodos.
No entanto os presentes achados não fornecem dados concretos da contribuição do tempo livre no desenvolvimento da obesidade em crianças e jovens, desta forma pode-se estabelecer que a influência do tempo livre na etiologia da obesidade pode variar de acordo com a população (nacionalidade), da mesma forma com os diferentes estágios de desenvolvimento.
Alguns autores têm sugerido que o crescimento intra-uterino retarda a predisposição para o desenvolvimento da obesidade, mais tarde na vida, no entanto muitos autores suportam o modelo para a suscetibilidade, sendo largamente determinada por fatores genéticos, mas o determinante ambiental também influência no fenótipo individual.
Muitas pessoas apoiam a ideia de que uma alimentação rica em gordura nos jovens está associada com o peso corporal e ao aumento do peso corporal, mas, ainda não foram citados estudos prospectivos com jovens que testam a hipótese de um efeito sinérgico entre dieta rica em gorduras e comportamento sedentário.
As diferenças no estado nutricional podem ser decorrentes tanto da influência genética, quanto do meio ambiente, e da interação entre ambos, a correlação entre sobrepeso dos pais e de filhos é grande e decorre do compartilhamento da hereditariedade e meio-ambiente.
As conseqüências psicossociais representam a segunda maior causa de morbidade em adultos e pode ser relacionada com a obesidade em crianças e adolescentes.
No entanto, pesquisadores associam a obesidade inversamente com a classe socioeconômica e relacionam o nervosismo ao consumo de grandes quantidade e diferentes formas de carboidratos.
Essa conduta era utilizada para apaziguar as crianças difíceis de convivência, então lhe davam alimentos açucarados contornando a situação emocional, mas, contribuindo para o ganho de peso corporal, assim a sensibilidade à insulina prediz o ganho de peso.
Colocando-se de maneira inversa, a resistência à insulina que está associada às taxas de ganho de peso, eram significativamente mais baixas.
Evidências consideráveis demonstram que, onde a ingestão de gordura esta realmente diminuindo, enquanto a prevalência da obesidade tem aumentado, indicando que as diferenças individuais no metabolismo podem oferecer proteção contra a obesidade ou causar a suscetibilidade a ela, é provável que estas diferenças estejam sob o controle genético e a falta de atividade física.
Os fatores relacionados à obesidade podem ser encontrados mesmos antes do nascimento.
Os fatores genéticos podem explicar até 25% das diferenças da obesidade entre as pessoas.
Complementando estes achados, acredita-se que crianças, cujos pais não sejam obesos, tenham 10% de chances de se tornarem obesas; se um dos pais for obeso a chance é de 40%, e chega a 80% para as crianças com pai e mãe obesos.
Evidenciando os fatores genéticos ou hereditários, também constatou-se que os pais obesos dobram o risco de obesidade em crianças não obesas, com idade inferior a 10 anos.
Estudos realizados com gêmeos sugerem que 50% da tendência a obesidade seja relacionada à hereditariedade, na verdade, recentes revisões genéticas do controle do peso corporal enfatizam a contribuição e a interação entre os gens e o ambiente para o desenvolvimento da obesidade.
O ambiente, também esta relacionado com a atividade física, que é um importante determinante das características físicas de adolescentes, o desequilíbrio entre atividade física reduzida e o consumo exagerado de alimentos calóricos, a quantidade de tempo que o adolescente fica em frente à TV, são fatores associado à obesidade.
A discussão da importância da atividade física para a prevenção da obesidade, tem ganhado avanços significativos, mas a relação entre exercício físico no controle e tratamento da obesidade em adolescentes, ainda geram algumas dúvidas, no entanto a prática de exercício físico, juntamente com um controle alimentar, pode esperar um ganho significativo, mas há ainda muitas dúvidas, de quais são as contribuições reais para o tratamento em jovens, devido estas dificuldades em medir a atividade física e dieta, composta pela incerteza de como expressar atividades físicas, poucas conclusões definitivas são garantidas a respeito da etiologia da obesidade juvenil, em seus estudos longitudinais mostram que, em relação ao tamanho corporal, a presença de uma taxa metabólica baixa, um quociente respiratório e uma sensibilidade à insulina alta, onde a atividade do sistema nervoso simpático a baixa concentração de leptina plasmática podem predizer um ganho de peso.
Alguns estudos com comparações transversais suportam a ideia que a Taxa Metabólica em Repouso (TMR) pode responder pela obesidade em algumas populações, o que provavelmente não são responsáveis pela obesidade em crianças, necessitando de mais estudos.
A leptina pode também ser um marcador da adiposidade total corporal, mas não parece suprimir a ingestão de energia ou impedir a deposição de gordura, sugerindo algum tipo a sua resistência.
Devido ao baixo volume de informações sobre os jovens, poucas conclusões definitivas podem ser feitas.
Acredita-se que a leptina regule a ingestão de alimentos através de um sinal de retroalimentação negativa entre as reservas de tecido adiposo e os centros de saciedade, no hipotálamo.
Mas a contribuição ou influência da leptina na obesidade, principalmente em jovens, necessita de mais estudos.
Fonte:
http://minhateca.com.br/Vivi.Waldorf/Psicologia/Obesidade/Obesidade/Obesidade+(97),721023644.pdf
Imagem:
https://static.tuasaude.com

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