Obesidade Infantil

A obesidade infantil e na adolescência tem adquirido proporções epidêmicas em âmbito mundial



No Brasil a prevalência da obesidade também tem aumentado significativamente nos últimos anos, tornando-se preocupante.

A obesidade afeta em média 20% a 27% de todas as crianças e adolescentes e 33% dos adultos nos EUA, os dados do (NHANES III-  National Health and Nutrition Examination Survey) tem demonstrado um acréscimo na prevalência de adiposidade tanto em adultos como em crianças e jovens nos últimos anos, aproximadamente 64% das crianças e jovens com idade 12 a 21 anos, são classificados com sobrepeso ou obesidade (Warden & Warden, 1997).

Os estudos de NHES (New Hampshire Employment Security ) e NHANES mostram um aumento na prevalência da obesidade nas décadas de 60, 70 e 80 em crianças e jovens entre 6 a 17 anos, o mesmo ocorrendo com a população adulta. Recentemente os dados da prevalência do sobrepeso e obesidade entre crianças (6 – 11 anos) e adolescentes (12 – 19) foi publicado, onde aproximadamente 13% das crianças e 14% dos adolescentes são considerados com obesos ou com sobrepeso (Fonseca, Sichieri & Veiga, 1998; Wang & Dietz, 2002).

Um estudo realizado na Alemanha, envolvendo mais de 2500 crianças e adolescentes entre 7 a 18 anos de idade, diagnosticou que 29% desta população estava com sobrepeso (IMC entre percentil 90 e 97) e 16% estava obesos (IMC maior que o percentil 97) (Kiess et al., 2001).

Dados obtidos na Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição demonstraram que a população de adolescentes brasileiros com sobrepeso é de 7,6%, e a cidade com maior prevalência de sobrepeso foi à cidade de São Paulo, onde 14,7% apresentaram sobrepeso, destes 14% do sexo feminino e 15,6% do sexo masculino.

Fazendo uma estimativa na prevalência da obesidade para a população adulta nos Estados Unidos, levando em consideração apenas o (IMC > 30), estima-se que para o ano de 2025, 40% da população foi obesa, esta estimativa levou em conta os dados do ano 2000, onde 20% foram considerados obesos e com o aumento da prevalência da obesidade em crianças e jovens, estes números foram aumentados (Goran, 2001).

Outro fator que contribui na prevalência da obesidade na população americana, é que, infelizmente quase 50% das crianças e jovens com idade 12 a 21 anos, não participam de nenhum tipo de atividade física regular, muito menos em atividades vigorosas.

Estatísticas de saúde realizada pelo U.S. Centro de Prevenção e Controle de Problemas indicam que quanto mais velha for à criança/jovem menor a sua participação em algum tipo de atividade, onde 69% das crianças com idade de 12-13 anos reportam participar de programas com atividades físicas vigorosas, comparadas com 38% para jovens com idade entre 18-21 anos (Frary & Johnson, 2000).

Um estudo longitudinal realizado na Nova Zelândia indica uma redução de 37% no tempo gasto nas atividades físicas em crianças com idade entre 15-18 anos, com uma diminuição de 3 horas/semana para os homens e 4 horas/semana para mulheres.

Dados adicionais do U.S. Pesquisa Nacional do Comportamento de Risco em Jovens indicam que a porcentagem da participação nas aulas de educação física na escola de ensino médio diminuiu de 42% em 1991 para 27% em 1997 (Frary & Johnson, 2000).

Em contrapartida a nível nacional pode-se observar que apenas 14% dos brasileiros praticam esportes, contrariamente crianças e jovens estão ficando cada vez mais sedentários, isso devido ao uso da televisão, computador e vídeo games como forma de diversão.

Segundo Vieira, Priore e Feisberg (2002) e Pinho (1999) a preocupação dos pais em relação à segurança dos filhos e desinteresse das escolas em promover este tipo de atividade, conseqüentemente à adoção de um estilo de vida sedentário permite uma maior vulnerabilidade aos problemas físicos e orgânicos.

Todos os profissionais que trabalham com esta população (obesos), deveriam conhecer todos os métodos para a determinação da composição corporal de crianças, jovens e adultos, que de acordo com Nahas (1999), podem ser:

  • pesagem hidrostática; 
  • Medidas antropométricas (estatura e peso corporal); 
  • Índice de Massa Corporal (IMC), dobras cutâneas e /ou perímetros; 
  • hidrometria; determinação de potássio corporal; 
  • bioimpedância (impedância bio-elétrica); 
  • ressonância magnética; 
  • densitometria por emissão de fótons.
Uma das formas mais utilizadas e de fácil acesso a toda a população é a determinação do IMC, através da seguinte fórmula:

IMC = Peso (kg)/Altura (m)

Faixa Recomendável: 18,5 – 24,9 
18,5 – 24,9 - Sobrepeso;
30 – 34,9    - Obesidade I;
35 – 39,9    - Obesidade II;
40 ou mais - Obesidade III.

É importante além da avaliação do IMC, avaliar o gasto energético, principalmente em crianças e adolescentes.


Fonte:
https://repositorio.ufsc.br

Imagem:
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